sábado, 9 de julho de 2016

Fittest. Not brightest.

Não deve haver pior dor que, a do predador, ao aperceber-se que já não constitui ameaça á sua presa.
Pior que morrer á fome, é a perda de o respeito.
No momento seguinte, sim. Interioriza-se que o fim é uma realidade e, está próximo. Mas no instante zero... Aquele cagagésimo de segundo. Ver olhos nos olhos um "Olha-me este merdas a pensar que está à altura...!!", é devastador.
Devia existir um mecanismo natural, biológico, que, chegado este momento, terminasse a vida. Instantâneamente. Naquele espacinho de tempo que leva a formar-se o pensamento. Poupava a humilhação. E de algum modo, seria higiénico.
A derrota só se torna relevante quando intrínseca á sobrevivência.
Todas as outras derrotas, são apenas lições de vida. Derrotas menores. Live to fight another day. Aprender ou não com elas, é opcional. Provavelmente, ignorando as lições das derrotas menores, está-se menos preparado para a tal. A relevante. Daí o choque. A dor.
O predador esperto, chegado o momento, ficará satisfeito com presas mais fáceis, doentes, velhas, infantis... Sofre a dor á mesma mas, aprende a viver com ela. Um acordo tácito. Respirar mais um dia, não parece ser uma recompensa magra. Imbecil.

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