Odeio os pais que fazem ponto de honra em marcar os filhos com as frustrações, recalcamentos e traumas que lhes foram infligidos pela vida. Passando caprichosamente á geração seguinte todo um rol de disfuncionalidades.
Odeio os oportunistazinhos sem qualquer tipo de talento ou originalidade que se aproveitam dos despojos deixados por outrem, reciclando-os e reclamando-os como seus.
Odeio os medíocres que aspiram protagonismo a qualquer preço.
Odeio as pessoas que adoptam o conceito de “amigos descartáveis”, com a maior das naturalidades, como se isso fosse “um facto da vida”.
Odeio os cretinos que tentam desculpar ou desvalorizar asneiras crassas, recorrendo a “pormenores técnicos”.
Odeio as pessoas que me odeiam, mas me toleram com um sorriso estampado na cara e palmadinhas nas costas, na eventualidade de um dia virem a precisar de mim.
Odeio as pessoas que levaram uma vida libertina e debochada, mas não se inibem de dar voluntariamente lições de moral a granel por agora serem “chefes de família” ou terem “posições sociais” a defender.
Odeio as pessoas que não se contentam em defender de uma forma coerente e sustentada o seu ponto de vista, só obtendo verdadeira satisfação a espezinhar e humilhar o seu oponente.
Odeio os imbecis sem escrúpulos que chicoteiam os seus subordinados incitando-os a ignorar a ética e profissionalismo recorrendo a termos como “competitividade” e “produtividade”. Como se os fins justificassem os meios.
Odeio esta grelha de sociopatia que me querem impingir disfarçada de “modernidade” e “evolução dos tempos”.
Odeio as pessoas que só conseguem obter alívio das suas frustrações, recalcamentos e traumas, despejando todo esse lixo emocional nos ombros de outra pessoa. Façam um blog, porra!
17/07/2009
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